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Euroeste na revista Visão com entrevista a Pedro Garcia de Matos

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A Visão entrevistou Pedro Garcia de Matos acerca do novo projeto da Euroeste em Angola, fazendo um retrato de toda a atividade do grupo
Data 19-08-2016 

A revista Visão entrevistou o presidente executivo Pedro Garcia de Matos e publica um artigo acerca do novo projeto da Euroeste em Angola, fazendo um retrato de toda a atividade do grupo, em Portugal e à escala internacional.

 

Num artigo intitulado "Portugueses "ganham" megafazenda em Angola", que alude ao novo projeto da Euroeste na província do Cunene, a revista Visão publica 3 páginas, na sua edição em papel, que resultam de uma entrevista a Pedro Garcia de Matos.

 

"O grupo português Euroeste foi escolhido para desenvolver e gerir o maior complexo agroindustrial que vai ser construído em Angola". Estas são as primeiras linhas do artigo, publicado na revista Visão, que começa por analisar o projeto agroindustrial na província do Cunene em relação ao qual a Euroeste será responsável por "todo o processo de apoio à construção e implementação da obra", conforme explica Pedro Garcia de Matos.

 

Caracterizando-o como "um megaprojeto que servirá para reduzir a dependência daquele país africano da importação de alimentos do exterior", a revista Visão resume o novo projeto da Euroeste em Angola, que "ocupará um espaço de 110 mil hectares", referindo o "investimento total de cerca de 500 milhões de euros" por parte da "sociedade angolana S. Tulumba, Investimentos e Participações, do empresário Silvestre Tulumba Kapose", motivado "essencialmente, com o desafio que o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, lançou à classe empresarial do país para investir na agricultura, na pecuária e na agroindústria, de forma a garantir a autossuficiência alimentar".

 

Todas as áreas do projeto são referidas pela Visão:

 

  • Produção de cereais em 20.000 hectares de regadio;
  • Produção de hortícolas, com produções anuais estimadas em 15.000 toneladas de batata, 7.500 toneladas de cenoura e 5.000 toneladas de cebola;
  • Produção de 40.000 toneladas de tomate por ano e respetiva fábrica de derivados (polpas, concentrados, entre outros);
  • Produção de rações;
  • Suinicultura com 2.200 porcas reprodutoras e uma produção anual estimada em 55.000 porcos;
  • Bovinicultura com 2.200 vacas para produção de 22.000.000 de litros de leite por ano e 1.000 toneladas de carne de novilho por ano;
  • Matadouro e salsicharia, com capacidade para transformar 55.000 porcos por ano;
  • Produção e abate de aves (com capacidade para processar 250.000 frangos por dia);
  • Produção de fuba.

 

Um "grande desafio" que Pedro Garcia de Matos assegura ser "compensador", possibilitado pelo know-how do grupo Euroeste: "Temos muita experiência acumulada em todas as áreas agroindustriais", garante o presidente executivo.

 

 

A revista Visão descreve a presença do grupo em Angola, referindo entre outros projetos a Fazenda de Santo António, e analisa a atividade da Euroeste em Portugal, onde - para além da produção agrícola de cereais e hortícolas, da produção de rações e da bovinicultura, entre outras áreas - é "o maior produtor de suínos do País".

 

A restante atividade internacional do grupo merece igualmente destaque, nomeadamente o projeto na Venezuela, a operação na Bulgária e a presença no Brasil.

 

Em relação à Venezuela, Pedro Garcia de Matos refere a assinatura de "um grande contrato com as autoridades venezuelanas para construir e gerir um grande projeto", que se encontra atualmente "em stand by" devido às dificuldades que se vivem.

 

Relativamente à Bulgária, onde a Euroeste tem um projeto próprio com 1.500 porcas reprodutoras que exigem a produção anual de cerca de 10.000 toneladas de ração e possibilitam produzir 37.000 suínos por ano, o presidente executivo da Euroeste realça "um mercado interessante" que "dá acesso à compra de cereais na zona do mar Negro".

 

Sobre o Brasil, é referido o projeto da Fazenda Saudável, "onde o grupo já tem uma área de 4.000 hectares para exploração agrícola", e Pedro Garcia de Matos explica a criação de economias de escala: "Em Portugal não tenho terra suficiente para produzir milho para rações que permitam alimentar todos os animais que o grupo cria. No Brasil posso cultivar milho suficiente para produzir rações para alimentar porcos em Portugal. E, dessa forma, fico autossuficiente, sem estar dependente da especulação sobre os preços das matérias-primas".

 

O artigo da revista Visão, que pode consultar e fazer o download na versão .pdf não termina sem antes referir a distinção da London Stock Exchange Group, que considerou a Euroeste como "uma das 1000 pequenas e médias empresas europeias em que os empresários se poderão inspirar".