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Fronteiras abertas e novas oportunidades para a suinicultura portuguesa

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A Colômbia abriu as suas fronteiras aos produtores portugueses de carne de porco e poderá estar para breve a abertura do mercado chinês
Data 15-07-2016 

A Colômbia abriu as suas fronteiras aos produtores portugueses de carne de porco, após anos de negociação, e poderá estar para breve a abertura do mercado chinês.

 

O ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, anunciou a abertura do mercado colombiano à produção suinícola oriunda de Portugal, segundo informa a edição online do jornal Público. Os produtores portugueses de carne de porco vão ter possibilidade de exportar para a Colômbia, naquela que "é mais uma oportunidade para escoarem produção, numa altura em que os preços da carne de porco se mantêm baixos e os pedidos de mais apoio continuam a marcar a agenda".

 

Em declarações à Lusa, o presidente da FPAS (Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores) Vítor Menino, face à necessidade de "ter portas abertas", congratulou-se com a abertura das fronteiras de "um país estável (...) muito bem colocado e onde o nível de vida permite negócios fundamentais" como a Colômbia.

 

Em relação ao mercado chinês, "Portugal está a um passo de poder começar a exportar carne de porco para a China, tanto em fresco como processada", tal como noticia a edição online do jornal OJE.

 

A China, que já importa de Espanha desde que a adopção da legislação do bem-estar animal começou a causar "falta de produto face à procura" e aumentou a "necessidade de se recorrer aos mercados externos", poderá em breve abrir as suas fronteiras a Portugal, dependendo dos pareceres técnicos das autoridades sanitárias chinesas.

 

Em visita ao território nacional português, o vice-ministro da Agricultura chinês, Bi Meijia, anunciou a celebração de um memorando de entendimento entre China e Portugal na área da agricultura, avaliando como "muito positiva" a reunião mantida com o ministro da Agricultura português.

 

Luís Capoulas Santos classificou a China como um mercado "muito importante para os agricultores e para os consumidores", identificando "um enorme portencial de crescimento" e "todas as condições para aprofundar a relação entre os dois países".

 

Fotografia: OJE